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música

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singles

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álbum
"arkheophonias"

para ouvir spotify

Em janeiro houve o lançamento do álbum "arkheophonias - antologia sonora 40 anos - vol. 1" disponível nas plataformas musicais (spotify, deezer, youtube, etc) do livre-docente do lab_arte da faculdade de educação, prof. dr. marcos ferreira-santos, também professor visitante de mitohermenêutica em universidades da espanha e américa latina, assessor para as questões de "sumak kawsay" no Ecuador; autor de "crepusculário" (zouk, 2a. ed., 2005), e em co-autoria com rogério de almeida: "antropolíticas da educação" (galatea, 3a. ed., 2019) e "aproximações ao imaginário: bússola de investigação poética" (képos, 2012).

O álbum é resultado de quatro décadas de investigação e intervenção poética, inter-étnica e político-social, como folklorista e como professor de mitologia. Radicado na zona rural da região da serra da cuesta (próximo a botucatu), o primeiro volume desta obra do professor marcos ferreira reune 17 canções com um amplo espectro de ritmos como huayno andino, ghazal indiano, purahei jahe'o guarani, mantras védicos, baguala e vidala do noroeste argentino, kirtan sufi, ciranda e catira. Assim como nas investigações e docência em mitologia comparada, a paisagem sonora estabelece diálogos entre os mitos de origem dos instrumentos musicais, suas atualizações em manifestações populares e sua perenidade ancestral, permeada pela veia mitopoética no processo de criação.

Neste primeiro volume conta com a participação especial de iago pedroso (symptomen), coral canto de todos os cantos (lab_arte - feusp) sob regência de lucymara apostólico, coro discente da UNAE - universidad nacional de educación (ecuador), lais schalch (núcleo de dança indiana do lab_arte e bailarina de bharatanatyam), grupo uruá e grupo opus. Canções antigas desde 1979 na militância contra os golpes militares (chile e brasil) e no compromisso com a causa indígena dos povos originários (américa latina, ásia central e arquipélagos do pacífico sul - uchinanchu e ainu), quando ainda utilizava o pseudônimo de "arauco, el brujo". Há registros históricos remasterizados e releituras atuais de suas canções com instrumentos orgânicos e indígenas (afroameríndios e orientais) como as flautas quena, quenacho e tarkas bolivianas, antaras (zampoñas) andinas, bansuri indiano, flautas xinguanas, pinkullo e dulzainas ecuatorianas, ocarinas colombianas, sheng e dizi chinesas; além das cordas: charango boliviano, cuatro venezolano, viola caipira em afinação de rio abaixo, barbiton (lira de sappho), er-hu chinês, alaúde egípcio com afinação libanesa; e tambores como wankar andino, bombo leguero argentino, caixeira do divino, tabla indiana, tengri mongol, udu peruano (ânfora de barro), darbaki marroquino, e amplo leque de efeitos percussivos e sonoros.

 

A produção sonora está a cargo do técnico iago pedroso (fatec/tatuí) em seu "estúdio 8", da cidade de tatuí/sp (@iago.pedroso), que com grande competência compreendeu bem a proposta inter-étnica disponibilizando uma microfonação original para captar a paisagem sonora proposta. Resultante das conversas de estúdio, deve sair ainda uma série de vídeos em que se apresentam alguns dos instrumentos e microfonações utilizadas, batizadas de "conversas de estúdio" ampliando o alcance do resultado destes anos de investigação entre mito & música.

Tendo participado na fundação da uni - união das nações indígenas em 1980, ao lado de parentes queridos, como ailton krenak, marcos terena e outros, e em especial, desde que apresentou a "missa da terra sem males", no tuca (puc-sp) em 1982, ao lado dos autores, dom pedro casaldáliga, pedro tierra e o cantautor argentino, martin coplas, além do coral luther king, na época sob regência de regina lucatto, a defesa inter-étnica e intercultural passou a ser uma "arma" poético-musical face a intolerância e o assassínio de povos afroameríndios. Como lembra o autor, na semana seguinte àquele evento, durante um dos primeiros congressos de direitos humanos ainda sob a ditadura, o teatro do tuca foi criminalmente incendiado pela extrema direita. É em função destas memórias e ações necessárias nesta "nova idade média" que o autor segue a lição do lider kainkang, angelo kretã, em uma roda de chimarrão na aldeia de mangueirinhas (paraná), pouco antes de ser assassinado (1980) pelas empresas madeireiras: "nossa imortalidade, se é que existe, está nos olhos de nossos filhos de barriga ou não; pois a palavra-alma é mais forte que a morte".

O intervalo grande entre a última gravação em estúdio de seu LP "sangue novo" em 1986 e o retorno em 2019 para este projeto, se deu em função da militância docente na formação de educadores, tendo participado da fundação do cice- centro de estudos sobre imaginário, cultura e educação (1994) e o lab_arte - laboratório experimental de arte-educação & cultura (2004), na faculdade de educação – usp, onde consegui aliar a investigação mitológica de caráter intercultural com as intervenções em arte-educação.

O segundo volume em fase de masterização deverá ser lançado no segundo semestre de 2020, junto com o audiobook "koe'ti - mitopoéticas 45 anos";

assim como os quatro volumes em fase de diagramação do livro "cantiga leiga para um rio seco & outras mitologias", resultado das teses de doutoramento (1998) e de livre-docência (2003) com as investigações sobre os territórios míticos quéchua (andino), guarani (terras baixas) e basco (euskal herria).

Para quem deseja se aproximar desta área de investigação e criação, acompanhe a agenda

contatos: marcosfe@usp.br - marcosf.laohai@gmail.com - @marcosfe9 - www.marcosfe.net

Álbum disponível gratuitamente em:

https://open.spotify.com/album/1bN6wDZCVP6Re9q4lIbXXs

- se houver interesse em ministrar um curso ou master class em sua unidade, estou disponível para agendar datas

 

 

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